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O segredo de carreira dos grandes CEOs: a escalada do estágio ao C-level

A história de CEOs que começaram como estagiários é mais comum do que...

A história de CEOs que começaram como estagiários é mais comum do que parece. Isso porque as empresas estão preferindo cultivar carreiras e dar oportunidades de crescimento interno para crescimento. 

Quando o estagiário entra na corporação, geralmente é a primeira experiência e aquele profissional é um papel em branco. A partir daí, a organização tem mais facilidade em ensinar suas regras, valores e cultura. Além de levar ao C-level uma pessoa que está inserida no desenvolvimento do negócio desde o início. 

Casos assim não são exceção e ajudam a ilustrar como essa lógica de desenvolvimento interno se traduz em carreiras que ganham escala ao longo do tempo. Quando há alinhamento entre potencial individual e estratégia da empresa, o estágio deixa de ser apenas o começo e passa a ser o primeiro passo de uma trajetória consistente de crescimento.

A seguir, alguns exemplos reais de profissionais que começaram exatamente desse ponto e, ao longo dos anos, chegaram ao topo das organizações onde iniciaram suas carreiras.

Escalada do estágio ao C-level
Elliott Hill

Atual CEO da Nike, iniciou sua carreira como estagiário no varejo da marca em 1988. Ao longo dos anos, ganhou confiança e conquistou cargos maiores, assumiu gerências, diretorias e liderou o varejo da região da Europa, Oriente Médio e África. Em 2024 foi convidado para assumir o cargo de CEO global da empresa. 

Juliana Azevedo (P&G)

Aos 21 anos, entrou na Procter & Gamble para estagiar no marketing. Dentro da corporação aproveitou as oportunidades de crescimento que encontrou, assumiu divisões na América Latina e chegou a liderar times de de países como Estados Unidos, Índia e China. Com 22 anos de uma carreira sólida dentro da marca, em 2018, Juliana se tornou a primeira mulher a presidir a P&G no Brasil. 

Roberto Sallouti BTG Pactual

Enquanto estudava economia na Wharton School – Pensilvânia, Sallouti participou de um estágio de verão, esse foi seu primeiro contato com o Banco BTG Pactual. Ao se formar recebeu a oportunidade da contratação e desde então foi conquistando seu espaço; assumiu cargos de liderança e se destacou em seu trabalho. 

Em 2015, Roberto Sallouti assumiu o cargo de CEO do Banco BTG Pactual em um dos momentos mais desafiadores e complexos da história da instituição, liderando o processo de reestruturação, resiliência e a posterior expansão digital do banco. 

O que eles têm em comum? 
Esses profissionais têm mais do que em comum do que apenas as histórias de ascensão e sucesso. Todos eles possuem três traços que vão além do cargo  e ajudam a entender como chegaram até lá:

Fidelidade à cultura organizacional: Eles não apenas aprenderam a fazer o trabalho, mas se tornaram os “guardiões” da cultura da empresa. Organizações que promovem estagiários ao topo valorizam quem tem o DNA do negócio.
Visão 360°: Nenhum deles ficou na mesma mesa por 20 anos. Todos aceitaram sair da zona de conforto, essa visão do todo é indispensável para um CEO.
Resiliência ao tempo: A escalada do estágio ao topo leva tempo. Ao analisar a carreira desses CEOs é notável que eles demoraram cerca de 20 anos para chegar à cadeira da presidência . Em uma era onde a média de permanência dos jovens em um emprego caiu, esses profissionais venceram pela consistência de longo prazo.
Não é sorte: é estratégia de carreira
O que essas trajetórias têm em comum não é sorte — é preparação aliada a oportunidades bem aproveitadas. Por trás de cada promoção, existe visão de longo prazo, consistência e a capacidade de aprender com quem já chegou lá. É exatamente isso que separa quem começa de quem chega ao topo.

Se você quer entender como transformar o início da sua carreira em uma trajetória de crescimento real, essa é a chance de ouvir diretamente de quem viveu esse caminho até o C-level.

Por Revista Plano B
Fonte Exame
Foto: Shutter_m/Thinkstock

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