Com o quadro de saúde delicado do ex-presidente Jair Bolsonaro, o pré-candidato do PL à sucessão presidencial, Flávio Bolsonaro, iniciou ofensiva sobre o STF (Supremo Tribunal Federal) por uma prisão domiciliar do pai.
O senador do Rio de Janeiro tem conversado com ministros da Suprema Corte para convencê-los sobre a necessidade de mudança do regime prisional.
Flavio, inclusive, disse ter tratado do assunto com o relator do inquérito do plano golpista, o ministro Alexandre de Moraes.
Hoje, segundo apurou a CNN, pelo menos quatro ministros são simpáticos a uma prisão domiciliar: Gilmar Mendes, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça.
Moraes, no entanto, ainda sinaliza resistência diante da tentativa de Bolsonaro de ter queimado a tornozeleira eletrônica.
E teria o apoio de ministros como Carmen Lúcia e Flávio Dino, que teriam dúvidas sobre os riscos de uma prisão domiciliar.
O principal receio é de que uma mudança de regime seja usada por Bolsonaro para uma eventual fuga do ex-presidente a uma representação diplomática.
Integrantes da cúpula da direita têm “se animado” com a articulação do filho do ex-presidente e veem chances de Bolsonaro sair do hospital DF Star e ir direto para casa.
O cenário atual é visto como o melhor momento até aqui para que os reiterados pedidos da defesa possam ser, enfim, atendidos.
Em janeiro, antes da transferência de Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para a Papudinha, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também chegou a se reunir com Moraes, com um apelo pela prisão domiciliar.
Ela também chegou a se reunir com o ministro Gilmar Mendes para levar o mesmo pedido.
Bolsonaro está internado em um hospital particular de Brasília após ter sofrido uma pneumonia. Os advogados do ex-presidente ressaltam que o quadro de complicação de saúde é permanente.
Moraes ainda não se manifestou sobre o novo pedidos a defesa de prisão domiciliar. A PGR (Procuradoria-Geral da República) tem concordado com os posicionamentos até agora do relator.
Por Revista Plano B
Fonte CNN Brasil
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado









