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CPMI do INSS isola dados de Vorcaro em sala-cofre após vazamentos

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos...

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou nesta quinta-feira (12) novas medidas para reforçar a segurança das informações obtidas pela investigação, especialmente após vazamentos registrados na última semana. Em coletiva de imprensa no intervalo do colegiado, o parlamentar informou que o material resultante da quebra de sigilo telefônico do banqueiro Daniel Vorcaro será mantido sob acesso restrito em uma sala reservada.

Segundo Viana, todo o conteúdo será guardado em uma “sala cofre”, ambiente de acesso controlado onde apenas parlamentares integrantes da CPMI poderão entrar, sem a utilização de celulares ou qualquer dispositivo eletrônico.

“Diante dos vazamentos que aconteceram semana passada e das acusações infundadas de que a CPMI teria vazado informações, determinamos que todo o material da quebra de sigilo do telefone do senhor Daniel Vorcaro fique em uma sala cofre, onde só entram parlamentares e sem qualquer equipamento eletrônico”, afirmou.

O senador explicou que os dados recebidos são extensos e exigiram várias horas de trabalho técnico para serem processados. “É um arquivo muito grande. Para se ter uma ideia, levamos quase sete horas para fazer o download de todo o material. A partir de agora, ele ficará protegido e disponível apenas para os integrantes da comissão”, disse.

A CPMI investiga suspeitas de irregularidades envolvendo descontos aplicados em aposentadorias e pensões do INSS, além de possíveis conexões com instituições financeiras e entidades associativas.

Prorrogação em discussão

Durante a coletiva, Viana também revelou que trabalha para prorrogar o funcionamento da CPMI, cujo prazo atual se encerra nas próximas semanas. Segundo ele, a intenção é estender os trabalhos por mais 60 dias, o que permitiria uma análise mais aprofundada do material obtido nas investigações.

O presidente da comissão afirmou que tenta construir um acordo político no Congresso para viabilizar a extensão do prazo. Caso não haja acordo, o senador pretende recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Estamos trabalhando muito para que a CPMI seja prorrogada, seja por consenso ou por meio de um mandado de segurança que pretendo impetrar no Supremo. A peça está sendo finalizada e deve ser apresentada ainda hoje ou, no mais tardar, amanhã”, declarou.

De acordo com Viana, ele já comunicou ao líder do governo sobre a iniciativa e aguarda uma posição da base governista após discussões internas.

“Pedi que buscássemos um consenso para a prorrogação. O líder do governo ouviu atentamente e disse que dará uma resposta depois de conversar com a base”, afirmou.

Próximos passos da investigação

O senador também indicou que a comissão deve reduzir o número de novos requerimentos apresentados nas próximas sessões. Segundo ele, a tendência é que apenas pedidos considerados essenciais para o avanço das apurações sejam analisados.

“A meu ver, daqui para frente, somente requerimentos estritamente necessários devem ser colocados em votação. Já convocamos as pessoas que entendemos ligadas à investigação e já realizamos boa parte das quebras de sigilo”, disse.

Viana acrescentou que pretende solicitar o compartilhamento de informações de outras comissões parlamentares que tenham investigado personagens ligados ao caso, para ampliar o conjunto de dados disponíveis à CPMI.

“Queremos ter acesso a todos os dados possíveis para que não reste dúvida de que a investigação será completa. Não vamos deixar de investigar quem quer que seja”, afirmou.

Por Revista Plano B
Fonte Correio Braziliense
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

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