Você já se comprometeu com um grande objetivo, mas logo perdeu o ritmo? Seja começar um projeto, escrever algo importante, preparar uma apresentação ou desenvolver uma nova habilidade, manter a motivação é um dos maiores desafios para quem busca crescimento profissional.
A resposta pode estar em uma estratégia simples adotada por pessoas emocionalmente inteligentes: a regra das duas semanas. As informações foram retiradas de Fast Company.
O que é a ‘regra das duas semanas’?
A regra propõe a escolha de uma meta importante e trabalhe nela, com foco, por duas semanas seguidas, sem se preocupar em terminar o projeto completo e sem obsessão pela perfeição. Apenas comece e mantenha o ritmo.
Durante esse período, você passa a treinar seu cérebro para lidar com o esforço inicial e, principalmente, com a resistência emocional envolvida nas grandes metas, como medo de falhar, medo de não conseguir manter o ritmo, ansiedade diante do tamanho do desafio.
Antes de engolir o “elefante”, é preciso querer começar
Você já ouviu a frase: “Como se come um elefante? Uma mordida de cada vez.” Ela sugere que qualquer meta complexa pode ser vencida com pequenos passos, mas ninguém quer começar a comer o elefante, porque ele parece grande demais, distante demais e emocionalmente desgastante.
É aí que entra a regra das duas semanas, um truque compartilhado por Jeff Haden, autor de O Mito da Motivação. A proposta parte da psicologia motivacional e da inteligência emocional de não esperar motivação para agir, mas agir de forma controlada e intencional, até que a motivação apareça.
Por que ela funciona? Porque lida com suas emoções, não com o projeto
A grande sacada da regra das duas semanas é que ela atua diretamente no fator mais negligenciado da execução: o emocional.
Grandes metas causam desconforto, geram insegurança, comparação, expectativa. Pessoas com inteligência emocional elevada reconhecem isso e, ao invés de fugir da tarefa ou esperar pelo “momento certo”, criam rotinas de ação que contornam a oscilação emocional.
É o que a psicologia chama de autogestão emocional, ou seja, a capacidade de seguir em frente mesmo quando a motivação não está presente.
O efeito da consistência de curto prazo
Ao se comprometer com duas semanas de execução consistente, você cria:
Confiança: você prova a si mesmo que é capaz de se mover;
Clareza: o contato diário com a tarefa reduz a ansiedade gerada pela inércia;
Progresso real: mesmo pequenas entregas geram avanço visível.
E, após esse período, é provável que seu cérebro passe a enxergar aquela meta como algo viável — não mais como um elefante impossível de engolir.
Por Revista Plano B
Fonte Exame
Foto: Exame







