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4 verdades desconfortáveis sobre dinheiro que todo profissional deveria saber

m um cenário cada vez mais acelerado e competitivo, a pressão para tomar...

m um cenário cada vez mais acelerado e competitivo, a pressão para tomar decisões financeiras perfeitas acompanha tanto executivos quanto pessoas comuns. Seja no ambiente corporativo ou pessoal, o desejo de otimizar cada centavo, maximizar retornos e controlar riscos é constante.

Mas, segundo Christine Benz, diretora de finanças pessoais e aposentadoria da Morningstar, essa obsessão pela “melhor escolha possível” pode ser exaustiva e até improdutiva.

Em vez de gastar horas e energia buscando a solução ideal para cada aspecto das finanças, Benz propõe táticas simples que, ainda que não sejam as mais otimizadas matematicamente, entregam resultados consistentes com menos esforço. Um raciocínio que pode ser aplicado tanto à vida financeira pessoal quanto à gestão corporativa de recursos. As informações foram retiradas de CNBC Make It.

  1. Orçamento reverso: comece poupando, não gastando
    Um dos pilares da estratégia de Benz é o chamado orçamento reverso. Em vez de planejar os gastos e só depois ver quanto sobra para investir, o modelo propõe o oposto: defina antes o percentual da sua receita que será investido, e gaste o restante com liberdade.

Ela recomenda uma meta inicial de 15% da renda. Essa quantia deve ser automaticamente direcionada para objetivos financeiros, como aposentadoria, quitação de dívidas ou construção de reserva. Depois disso, o restante pode ser utilizado para despesas do dia a dia, sem a obsessão por controle minucioso.

No mundo corporativo, essa lógica também vale: empresas que priorizam a alocação estratégica de capital antes da expansão de gastos operacionais tendem a ter mais previsibilidade, margem de segurança e foco nos objetivos de longo prazo.

  1. Investimento em índices: resultado sólido com menos esforço
    Outra recomendação direta de Benz é optar por fundos de índice, os famosos index funds, em vez de tentar vencer o mercado com seleções ativas e apostas de alto risco.

Segundo dados da própria Morningstar, apenas 8% dos fundos ativos de ações nos EUA conseguiram bater o S&P 500 ao longo da década encerrada em junho de 2025. A estatística mostra que, na prática, perseguir o “investimento ideal” costuma trazer mais frustração do que retorno.

Para Benz, os fundos de índice são “a interseção perfeita entre otimização e praticidade”. Eles oferecem diversificação, baixo custo e performance estável, o que os torna uma escolha inteligente para quem prefere alocar tempo em decisões estratégicas, e não em análises de curto prazo.

  1. Simplificar relações financeiras é uma tática de eficiência
    Na vida corporativa, reduzir complexidade operacional é um dos princípios da boa gestão. Benz defende a mesma ideia para as finanças pessoais: concentrar produtos e serviços financeiros em menos instituições confiáveis, em vez de correr atrás de microvantagens.

Em vez de mudar constantemente de banco para buscar a melhor taxa de poupança do mês, ela recomenda escolher uma instituição sólida, com rendimento competitivo e bom atendimento, e manter-se fiel a ela.

A lógica? Ganhos marginais em taxas podem não compensar a energia, o tempo e o risco de dispersão. No mundo corporativo, isso se traduz na escolha de parceiros financeiros estratégicos de longo prazo, que oferecem soluções integradas, e não apenas preços baixos.

  1. Contar com um bom especialista também é uma escolha inteligente
    Mesmo sendo uma referência em planejamento financeiro, Christine Benz admite que ela mesma recorre a um consultor para cuidar do seu plano de aposentadoria. E não vê isso como sinal de fraqueza, mas sim de racionalidade.

“Delegar certas decisões libera tempo e energia para o que realmente importa”, afirma. O ponto-chave, segundo ela, é encontrar profissionais independentes, que não estejam atrelados à venda de produtos financeiros. Idealmente, consultores que cobram por hora, projeto ou assinatura, evitando conflito de interesse.

Esse pensamento é crucial também no ambiente corporativo: líderes financeiros não precisam tomar todas as decisões sozinhos, precisam tomar boas decisões com base em apoio técnico qualificado e ferramentas confiáveis.

Por Revista Plano B
Fonte Exame
Foto: Deagreez/Getty Images

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