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3 exercícios de atenção plena para fazer “parado num semáforo” em 30 segundos, diz psicólogo

Na hora de cuidar do bem-estar, os americanos começam pelo prato. Em pesquisa...

Na hora de cuidar do bem-estar, os americanos começam pelo prato. Em pesquisa da YouGov feita em setembro de 2026 com 1.003 adultos nos Estados Unidos, 71% dos 807 entrevistados sobre hábitos de bem-estar disseram comer frutas ou verduras frescas ao menos uma vez por semana. Outros 60% correm, caminham, pedalam ou fazem outro exercício ao ar livre. Só 20% meditam ou praticam atenção plena com a mesma frequência.

Para o psicólogo Eli Susman, o número baixo não reflete falta de interesse. Mais gente praticaria se conseguisse, mas a rotina atropela.

“A reunião atrasa, o jantar precisa ser feito, uma notificação aparece”, diz Susman, em entrevista à CNBC Make It.

Constância no lugar de horas de prática
Em seu novo livro, Micropractice: A Science-Backed Approach for Calm, Clarity, and Joy in 30 Seconds or Less, Susman reúne exercícios curtos o bastante para caber num dia corrido. A proposta não exige horas, nem mesmo minutos, de dedicação. O que importa, segundo ele, é repetir a prática com regularidade.

Três delas mostram como a ideia funciona.

Microdança: 30 segundos de pé
A primeira é a mais física. Basta reservar 30 segundos para levantar e dançar de improviso, sem música definida nem coreografia.

“Me diga se você não se sente diferente depois de simplesmente se levantar e dançar por 30 segundos”, diz Susman.

A segunda prática, chamada de bondade amorosa, acontece em silêncio. Ao encontrar pessoas ao longo do dia, a ideia é mentalizar votos de bem-estar para elas, como segurança, felicidade, saúde e tranquilidade. Vale uma frase inteira, palavras soltas ou o que vier à cabeça.

Susman tem a sua preferida. “Uma frase que eu gosto muito de usar é: ‘que você conheça a maravilha de estar vivo’”, diz.

Um exercício contra a inveja
A terceira prática, a alegria apreciativa, mira um sentimento que pouca gente admite: a inveja. Ela pode aparecer numa conversa ou enquanto se rola o feed de uma rede social.

Quando o incômodo surgir, Susman sugere pensar em algo como “eu celebro minhas próprias alegrias e celebro as suas também” ou “sua felicidade me inspira”. O objetivo é assimilar a ideia de que a alegria não é um recurso limitado: o sucesso de alguém não diminui o seu.

O que a pausa revela sobre você
As três práticas têm algo em comum. Todas pedem que a pessoa note o que sente no momento em que sente, seja o cansaço depois de horas sentado, a pressa diante de desconhecidos ou a pontada de inveja ao ver a conquista de um colega.

Perceber esses gatilhos é o ponto de partida do autoconhecimento. Quem identifica o que provoca irritação, comparação ou desânimo consegue entender os próprios padrões de comportamento e decidir como reagir a eles.

Para Susman, adotar uma microprática é reconhecer que a chance de estar presente aparece o dia inteiro, na espera pelo micro-ondas, no semáforo, na fila do caixa ou no caminho para o trabalho. Ela quase sempre já está ali. Falta perceber.

Fonte exame

Foto: exame

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